sexta-feira, 18 de junho de 2010
Velha amiga
Hoje revi uma velha amiga minha. O dia estava ensolarado, leve, do jeito que eu gosto, mas você não estava aqui, isso acaba com o meu dia todo! É tão ruim ficar em uma sexta-feira a noite sozinha, esperando você, mas você não vem! É tão duro esperar o dia acabar e ver que tudo foi em vão, é tão duro ficar sem você aqui, eu só queria você em meus braços agora. Só meus livros sabem o que eu sinto, só eles me entendem, quando passo dia-a-dia com eles, sozinha em meu quarto, estudando e torcendo para que o dia acabe logo para eu poder ver você ou pelo menos falar com você. Só eles sabem quantas lágrimas minhas já se derramaram, nem eu mesma sei, já perdi a conta à muitos meses atrás. Ninguém sabe o quanto é difícil ir na escola e não te encontrar lá, ninguém sabe como é difícil esperar o recreio pra ver você e você não está lá. Nos mesmos lugares, na mesma mesa, na mesma escada, no mesmo chão, onde tudo começou, onde nosso amor começou a fluir e nos trouxe até aqui. É tão difícil não poder te ver e sempre que acho que estou me acostumando ou que vou me acostumar, as lágrimas começam a sair. E hoje, reencontrei uma velha amiga minha, a solidão.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Xícara de Café
É, hoje foi um daqueles dias para se sentar no gramado e tomar café, mesmo que eu não goste de tomar café, mas parece uma coisa sugestiva... Tomar café, naquelas xícaras bonitinhas que as pessoas colecionam, admirar o céu e deixar se levar por toda aquela imensa nostalgia que nos percegue. Parece um dia feliz, mas ao anoitecer sempre vem essa mesma dor, essa mesma saudade e essa mesma aflição que consegue me corromper até a alma. Ainda sinto seu cheiro doce no ar, ainda sinto traços da sua perfeição em minha alma, ainda sinto as batidas fortes de seu coração e ainda sinto você aqui, comigo, como se isso nunca pudesse acabar, como se não houvesse mais nada que importasse além de você. Os dias passam como fantasmas atravessando as paredes, mas ao invés de fantasmas e as paredes são os dias atravessando os próprios dias, embolando todo o meu sentimento, todo o sentimento de falta de você aqui, como se nada fosse pra frente e eu fosse somente mais um vulto nesse dia, sozinha mais uma vez, observando os mesmos lugares, as mesmas pessoas, dizendo os mesmos "oi" e "tchau" de toda semana, tentando me sentir importante para outras pessoas, que não sejam você. Talvez seja por isso que não me sinto importante o bastante e sozinha o bastante, porque elas não são você. Deve ser por isso que eu sempre acabo assim, sozinha, olhando pro céu e admirando-o porque ninguém, além de mim, entende o que eu sinto, o que eu quero e o que eu preciso, porque tudo isso é somente voltado a você,a nós. Me sinto tão vulnerável e dependente de você, porém o que eu posso fazer se tudo isso é somente a verdade? A verdade sempre é dita e a minha verdade é que eu amo você e deve ser por isso que sempre acabo assim, em um anoitecer, onde a lua começa a aparecer entre o azul estrelado, no gramado do jardim e com uma xícara de café, mesmo que eu não a tome, mas é a sua xícara de café.
- Last Romantic
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segunda-feira, 14 de junho de 2010
Cadeias carbônicas I
Me perdi nas cadeias carbônicas
epinefrina, tirosina.
nos ecos e nas reverberações.
de algo que nos emana e nos torna imensos.
Nos corredores que andei por aí,
já nao consigo ver um espaço vazio
uma lacuna, uma divisão entre eu e você
abraços efusivos, palavras derretidas
dimensões que não se medem,
sua intempestiva vontade
de me dominar por inteiro e me sentir assimétrico
de todo o resto.
Ocitocina,
você pegou isso daqui de dentro e maximizou todas as barreiras
você
me suga,
me absorve,
faz me sentir dominado
cheio de anestésicos e cepacaína
dor que eu adoro sentir
agonia que só você dissolve
com beijos e seu cheiro
e as coisas que eu sempre sonhei
Delírio onírico,
parte dos meus sonhos que eu mal consigo lembrar
seu rosto sempre angelical entre sonetos
causa das melhores narcolepsias
nostalgia de coisas que nem vivi ao seu lado.
saudade das cores tactivas
cadeias aromáticas de emoções que não consigo controlar
Românticos viciados em altas doses disso.
Adrenalina desenfreada, meu inibidor de serotonina.
Hidroxilações insuficientes
Perdido entre 3 da manhã e 6 da tarde
lembrando do seu por do sol naquele mes de setembro
ou de julho ou de março
Aqueles abraços quentes em dias gelados.
Maõs suadas, e dermes
sensoriadamente incapazes
de exalar os nossos sonhos
e de controlar nossas vontades.
Porque não há limite entre os amantes
entre os viciados na dor da ausência
e na felicidade de um simples sorriso.
Pois não há maior revolução
que amar e ser amado
E se sentir totalmente vulnerável
pela incerteza de estar tão certo
de uma certeza pleonástica
de que seus beijos são os mais doces que já provei
e os mais suaves que existirão
e são dos únicos lábios
que me fazem me sentir em casa
e todos os problemas vão embora
naquele por-do-sol fraco,
quando faltam 10 segundos para o crepúsculo
E sinto o mundo inteiro ao meu redor
naquele horizonte amarelo alanranjado
que só consegue ser brilhante
e me cegar por inteiro,
por ter você ao meu lado.
Urb. Fragilis
epinefrina, tirosina.
nos ecos e nas reverberações.
de algo que nos emana e nos torna imensos.
Nos corredores que andei por aí,
já nao consigo ver um espaço vazio
uma lacuna, uma divisão entre eu e você
abraços efusivos, palavras derretidas
dimensões que não se medem,
sua intempestiva vontade
de me dominar por inteiro e me sentir assimétrico
de todo o resto.
Ocitocina,
você pegou isso daqui de dentro e maximizou todas as barreiras
você
me suga,
me absorve,
faz me sentir dominado
cheio de anestésicos e cepacaína
dor que eu adoro sentir
agonia que só você dissolve
com beijos e seu cheiro
e as coisas que eu sempre sonhei
Delírio onírico,
parte dos meus sonhos que eu mal consigo lembrar
seu rosto sempre angelical entre sonetos
causa das melhores narcolepsias
nostalgia de coisas que nem vivi ao seu lado.
saudade das cores tactivas
cadeias aromáticas de emoções que não consigo controlar
Românticos viciados em altas doses disso.
Adrenalina desenfreada, meu inibidor de serotonina.
Hidroxilações insuficientes
Perdido entre 3 da manhã e 6 da tarde
lembrando do seu por do sol naquele mes de setembro
ou de julho ou de março
Aqueles abraços quentes em dias gelados.
Maõs suadas, e dermes
sensoriadamente incapazes
de exalar os nossos sonhos
e de controlar nossas vontades.
Porque não há limite entre os amantes
entre os viciados na dor da ausência
e na felicidade de um simples sorriso.
Pois não há maior revolução
que amar e ser amado
E se sentir totalmente vulnerável
pela incerteza de estar tão certo
de uma certeza pleonástica
de que seus beijos são os mais doces que já provei
e os mais suaves que existirão
e são dos únicos lábios
que me fazem me sentir em casa
e todos os problemas vão embora
naquele por-do-sol fraco,
quando faltam 10 segundos para o crepúsculo
E sinto o mundo inteiro ao meu redor
naquele horizonte amarelo alanranjado
que só consegue ser brilhante
e me cegar por inteiro,
por ter você ao meu lado.
Urb. Fragilis
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