E assim ela havia comentado, com todos, tudo que estava sentindo nesse exato momento. Dores, melancolias, nostalgias. Era uma dor que ela nunca havia sentido antes, uma dor que poderia ganhar de várias destas. A dor de não ter a pessoa amada ao seu lado, a dor da separação por longos caminhos. A dor, somente a dor. Mas esta talvez também seja seu único anestésico. Somente isso. Mais nada a importava, só o amor. Os últimos românticos, estes são os que mais sofrem. Eu garanto, eu garanto. Ela só queria que o dia que raiasse fosse belo, como os de antigamente. E talvez assim, ela veria novamente um dia feliz onde o encontrasse. O seu sentido de vida. Ela só queria isso, não é pedir de mais. Felicidade nunca é pedir demais e nunca é demais. Mas as coisas estão desse jeito, monotonia e tédio se estendem até o fim da cidade. E este clima está pairando no ar. O céu está nublado e os romances mortos. Os últimos românticos, os que mais sofrem, com certeza. Ela queria poder sair daqui por um tempo, para um lugar onde ninguém mais a encontrasse, para algum lugar onde ela não demonstraria sua tristeza, um lugar onde só estivesse o amor. Onde poderia se encontrar novamente, onde poderia viver e não ter mais dores e medos e tudo que a faz sofrer. Ainda digo que não é pedir demais... Ainda digo.
- Last Romantic
segunda-feira, 22 de março de 2010
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