domingo, 26 de setembro de 2010

Just Sleep

E a chuva caindo lá fora,
Me traz o pensamento de culpa
Que eu não tenho
De querer estar com você
Todas as horas,
Segurando suas mãos,
Não tenho culpa de ser assim,
Toda assim,
Sozinha no meu quarto,
Ouvindo músicas que claramente me lembram de você
Do jeito de como tudo foi e continua a ser,
A vida não é fácil, mas ninguém disse que é,
E se eu gosto de ficar aqui,
Sozinha, pensando em você,
É porque eu te amo,
É porque nenhuma companhia seria igual a sua,
É porque ninguém poderia preencher o vazio
Que você causa do meu doce coração,
E essa chuva, que cai lá fora,
Me faz lembrar de todos os nossos momentos,
De todas as nossas coisas,
Me tras aquela nostalgia inapagável,
Aquela coisa de querer me apegar aos meus sonhos,
E nunca mais acordar,
Porque tudo aqui, quando você não está comigo
Nas nuvens,
Dói muito.
Um pingo de chuva, uma lágrima,
Uma bebida, duas lágrimas,
Uma canção, três lágrimas.
A sua atenção é o que eu mais quero,
Quero você aqui perto de mim,
Assim, sei que posso ficar tranquila,
E que só terei você pra mim,
Mas essas músicas não me ajudam em nada,
Só me desatinam a chorar.
Exageros e mais exageros,
Eis os meus tipos de palavras preferidas.
E a única coisa que me resta fazer,
É deitar na cama,
E pensar em você,
Até que meus sonhos venham me buscar,
Para o seu mundo.

Poema para

Saudade da mão dada
Enquanto te olho e
Você não diz nada;
Mas mesmo assim,
Sinto que posso entender,
O que você sente por mim,
E ai você vem e me faz sorrir,
Com algumas palavras que você diz,
Que até me levam a voar,
Por cima do alfalto,
Debaixo de nós..
E é assim, que se vive
O nosso início, meio e fim,
Eu e você, mais ninguém,
Só você pra mim e só
MIM pra você.
As coisas vem e vão,
Mas ficamos aqui,
Você olhando pra mim
E eu pra você,
Sorrisos e beijos passam por nós,
E a vontade de você não acaba,
Até que nosso tempo passa,
E você pega o trem na estação.
E a saudade vem trazer você pra mim.
E nessa sua inda e vinda,
Meu coração dispara de todo jeito,
Seja chegando, seja partindo,
Chegando ele sorria,
Partindo escorrem lágrimas,
Lágrimas de meu coração,
Que é doido por você,
Até no inverno ou no ferão,
Com chuva ou sol,
As 13 da tarde ou a 1 da manhã.

sábado, 25 de setembro de 2010

Poemas das linhas modernas

Eu queria poder ter vários heterônimos na vida, por que as pessoas têm que gostar de uma coisa só? Seres humanos são seres estranhos, gostos e personalidades paralelos, contrários... Bipolaridade e polaridade, dois pólos, dois jeitos, dois ritmos... Humanas ou Biológicas? Por que tenho que escolher uma entre as duas, se as duas me completam por inteiro? Se Sou a soma das duas, se elas giram uma em torno da outra, completadas em uma só alma? A minha. Futuro, coisa estranha, nos estressa... O tempo, o maior inimigo de todos, nos detona, nos acaba, nos crucifica. A vida, nossa virtude, nosso sonho. Felicidade, tristeza, hipocrisia que nos cruzam, nos forma, nos ilustra. Poemas, canções, melodias, coisas não tão paralelas nem tão distintas, moderno, démodé,vintage, fotografias, telas e poemas distorcidos, subjetividade, queria eu ser igual a Fernando Pessoa, uma pessoa só divida em três. Todos possuem muitas verdades em si mesmo, muitas vezes estas nem sempre se cruzam, mas fazem parte delas, mas isso pouco importa se nós encontramos a nossa essência, encontrando o eu verdadeiro nas linhas antagônicas, paralelas e convexas, um por todos e todos pela felicidade.

Something in the Way...

Tem alguma coisa nele que não sei definir bem o que é, talvez todas as palavras não caibam na sua denominação, talvez isso nem possua nome exato, talvez seja um nome muito além de nós mesmos, do fundo de nossa alma, da subjetividade encontrada no peito esquerdo e estes fazem um barulhinho que quando ouvimos nos conforta tanto, Tum Tum Tum, era assim que fazia, primeiramente calmo e depois loucamente rápido. Era isso que me fazia me sentir melhor, ver a minha vida sendo proporcionada por uma coisa, que não há nome, que talvez ninguém consiga explicar. Talvez existam coisas que não sejam para tal explicação, pois como dizia um dos heterônimos de Fernando Pessoa, Alberto Caeiro, “Porque a luz do sol vale mais que os pensamentos” e essa luz que me ilumina intensamente todas as manhãs, tarde e noite, mesmo que não esteja em corpo presente a mim, eu sinto sua presença, sinto em tudo que toco, leio, escuto ou falo. Porque cada pedacinho de mim se tornou pedacinho dela e eu vivo por ela, vivo, vivo, vivo, porque é exatamente nisso que eu encontrei o sentido da vida. Encontrei o côncavo, o covexo, o paralelo, o igual, nela, somente nela e para sempre nela. Pois se os ventos alísios a trouxeram até mim, não deve ser por bobeira alguma, deve ser algo que está nas entrelinhas, com certeza, porque há alguma coisa nela que eu não sei explicar, se é no seu jeito, nos seus olhos, nos seus beijos, só sei que há uma coisa nela, inexplicavelmente maravilhosa que me pertence e a mais ninguém. Eu não sei porque, mas só sei que eu te amo, infinitamente sua.