sábado, 25 de setembro de 2010

Something in the Way...

Tem alguma coisa nele que não sei definir bem o que é, talvez todas as palavras não caibam na sua denominação, talvez isso nem possua nome exato, talvez seja um nome muito além de nós mesmos, do fundo de nossa alma, da subjetividade encontrada no peito esquerdo e estes fazem um barulhinho que quando ouvimos nos conforta tanto, Tum Tum Tum, era assim que fazia, primeiramente calmo e depois loucamente rápido. Era isso que me fazia me sentir melhor, ver a minha vida sendo proporcionada por uma coisa, que não há nome, que talvez ninguém consiga explicar. Talvez existam coisas que não sejam para tal explicação, pois como dizia um dos heterônimos de Fernando Pessoa, Alberto Caeiro, “Porque a luz do sol vale mais que os pensamentos” e essa luz que me ilumina intensamente todas as manhãs, tarde e noite, mesmo que não esteja em corpo presente a mim, eu sinto sua presença, sinto em tudo que toco, leio, escuto ou falo. Porque cada pedacinho de mim se tornou pedacinho dela e eu vivo por ela, vivo, vivo, vivo, porque é exatamente nisso que eu encontrei o sentido da vida. Encontrei o côncavo, o covexo, o paralelo, o igual, nela, somente nela e para sempre nela. Pois se os ventos alísios a trouxeram até mim, não deve ser por bobeira alguma, deve ser algo que está nas entrelinhas, com certeza, porque há alguma coisa nela que eu não sei explicar, se é no seu jeito, nos seus olhos, nos seus beijos, só sei que há uma coisa nela, inexplicavelmente maravilhosa que me pertence e a mais ninguém. Eu não sei porque, mas só sei que eu te amo, infinitamente sua.

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